| Margaret MacDonald: Nossa, você tá bem? |
| Alan Araujo: Oi. Tudo certo. Tudo bem por aqui. |
| Margaret MacDonald: Tem certeza? Você está segurando a sua mão de um jeito muito... desconfortável. Aconteceu alguma coisa? |
| Alan Araujo: Não, não. É só um pequeno acidente na cozinha. Coisa boba. Eu já resolvi. |
| Margaret MacDonald: Eu posso ver a sua mão? |
| Alan Araujo: Não precisa, de verdade. Eu já passei um remédio. Está tudo sob controle. |
| Margaret MacDonald: O cheiro é um pouco estranho. O que você passou na sua mão? |
| Alan Araujo: É uma pomada. Uma pomada caseira. |
| Margaret MacDonald: Posso dar uma olhada rápida? Eu não vou tocar se você não quiser. Prometo. |
| Alan Araujo: Tudo bem. Olha. Mas já está melhorando. |
| Margaret MacDonald: ...Isso é manteiga? |
| Alan Araujo: ...É. Mas... |
| Margaret MacDonald: Você colocou manteiga na sua queimadura? |
| Alan Araujo: Sim, eu coloquei. E tem um bom motivo para isso. |
| Margaret MacDonald: Eu sou enfermeira. Posso ajudar você? De verdade. Eu entendo de queimaduras. |
| Alan Araujo: Olha, é o que minha avó fazia. |
| Margaret MacDonald: A sua avó passava manteiga? |
| Alan Araujo: Sim. A minha avó aplicava manteiga em queimaduras a vida inteira. Na minha mãe, nos meus tios, em mim. E a gente nunca teve problema. Sempre funcionou. |
| Margaret MacDonald: Sua avó também era uma pessoa muito afortunada. |
| Alan Araujo: Ela não tinha só sorte. Ela era médica aposentada, na verdade. Ela sabia o que estava fazendo. |
| Margaret MacDonald: Ah, ela era médica? Que legal. ...Em que ano ela se formou? |
| Alan Araujo: Mil novecentos e sessenta e dois. Ela era uma das melhores da cidade dela. Muito respeitada. |
| Margaret MacDonald: Eu imagino. A medicina de mil novecentos e sessenta e dois era muito boa em muitas coisas. Eles descobriram muitas curas importantes naquela época. Mas, na queimadura... tinha alguns pontos cegos. A ciência mudou um pouco. |
| Alan Araujo: Mudou como? Por que a manteiga é ruim então? Ela amolece a pele, hidrata o local machucado. Isso parece certo. |
| Margaret MacDonald: O problema não é a hidratação. O problema é a temperatura. Ela retém o calor. |
| Alan Araujo: Como assim? |
| Margaret MacDonald: Quando você queima a mão, a pele fica muito quente. A queimadura precisa liberar calor para o ar. A manteiga sela a área. Ela cria uma barreira. E mantém o calor dentro da sua pele, aumentando o dano. |
| Alan Araujo: Aumentando o dano... |
| Margaret MacDonald: Exatamente. A manteiga frita a pele, literalmente. E além disso, é comida. Cria um ambiente propício para infecção por bactérias. |
| Alan Araujo: ...Isso é contraintuitivo mas faz sentido termodinamicamente. O calor não tem para onde ir. |
| Margaret MacDonald: É exatamente isso. Você explicou melhor do que eu. Você tem água corrente próxima? Na sua cozinha? |
| Alan Araujo: Tenho, sim. A torneira da pia. |
| Margaret MacDonald: Então vamos lá. A gente precisa lavar isso agora mesmo. |
| Margaret MacDonald: Coloca a mão aqui embaixo. Assim. Perfeito. |
| Alan Araujo: Ai! A água está um pouco gelada. |
| Margaret MacDonald: Eu sei, desculpa. Mas precisa ser assim. Vamos fazer vinte minutos de água fria corrente. |
| Alan Araujo: Posso pegar um gelo no congelador? É mais rápido. |
| Margaret MacDonald: Nada de gelo. Nunca use gelo em uma queimadura. O contraste de temperatura é grande demais e o gelo também queima a pele. Pode causar mais dano nos tecidos. Água na temperatura ambiente ou levemente fria é o ideal. |
| Alan Araujo: Vinte minutos é muito tempo. Eu não consigo ficar aqui parado por vinte minutos. |
| Margaret MacDonald: Você não tinha nada importante para fazer nos próximos vinte minutos, tem? |
| Alan Araujo: Eu estava cozinhando. O meu jantar. |
| Margaret MacDonald: Sim. Eu percebo. A panela está ali provando a sua história. E a sua mão também. |
| Alan Araujo: Justo. Foi um pequeno erro de cálculo com o azeite quente. |
| Margaret MacDonald: Acontece com os melhores chefs. Como está a dor agora? |
| Alan Araujo: Um pouco melhor. A água ajuda mesmo. Mas me diz uma coisa... e mel? |
| Margaret MacDonald: Mel? |
| Alan Araujo: Sim, mel de abelha. Minha avó também usava mel em feridas e cortes. Ela tinha um pote de mel só para isso no armário do banheiro. Isso também é um erro médico de mil novecentos e sessenta e dois? |
| Margaret MacDonald: Na verdade, não totalmente. O mel tem algumas propriedades antimicrobianas. Ajuda contra bactérias. Mas eu estou falando de mel medicinal específico, como o mel de Manuka. O mel da prateleira do supermercado não é seguro. Tem risco de contaminação e pode piorar a ferida. |
| Alan Araujo: Interessante. E chá de camomila para acalmar a queimadura? Molhar um pano no chá gelado e colocar em cima. |
| Margaret MacDonald: Para estresse emocional? Provavelmente funciona via efeito placebo e ritual. Para queimaduras físicas? Não. Água limpa é sempre a melhor amiga da queimadura. |
| Alan Araujo: Vocês médicos e enfermeiros não gostam muito de chás, né? O que você faz com "toma um chazinho"? No Brasil, a resposta para tudo é "toma um chazinho". Dor de cabeça? Chazinho. Tristeza? Chazinho. Perdeu o emprego? Um chazinho resolve. |
| Margaret MacDonald: É, eu tenho percebido isso desde que cheguei ao Brasil. Todo mundo oferece chá. Mas sabe de uma coisa? Eu não sou contra. Acho que... às vezes o ritual de fazer chá para alguém é o cuidado em si. Não o chá. O tempo que a pessoa gasta fervendo a água, escolhendo a erva, entregando a xícara quente... isso cura o estresse. |
| Alan Araujo: Isso é honesto. E é uma visão muito bonita da medicina. |
| Margaret MacDonald: Obrigada. É o que eu acredito, pelo menos. A empatia também faz parte do tratamento. |
| Alan Araujo: Você é americana, não é? Dá para ouvir um pouco. O seu português é ótimo, mas tem um sotaque diferente. |
| Margaret MacDonald: Sim, eu sou. New Jersey. É perto de Nova York. Mas meu português está melhorando. Eu estudo todos os dias. E falar com os pacientes ajuda muito. |
| Alan Araujo: Está bom. Está muito bom, de verdade. Melhor do que o meu inglês, com certeza. Meu inglês ficou completamente enferrujado na Antártica. Só falava com pinguins e com outros brasileiros. |
| Margaret MacDonald: Espera. Na Antártica? O continente de gelo? |
| Alan Araujo: Esse mesmo. Não existe outra Antártica, eu acho. |
| Margaret MacDonald: O que você estava fazendo lá? |
| Alan Araujo: Fui pesquisador e prospector. Passava longas temporadas em expedições. A gente ficava em uma base isolada, estudando o gelo, o clima. Foi uma grande aventura. |
| Margaret MacDonald: Nossa! E agora está aqui cozinhando. No oitavo andar de um prédio em São Paulo. |
| Alan Araujo: E queimando a mão com azeite. É uma vida cheia de perigos extremos. |
| Margaret MacDonald: É uma transição de carreira e tanto. De explorador do gelo para cozinheiro acidentado. |
| Alan Araujo: A gente precisa se reinventar, né? Mas e você? O que traz uma enfermeira de New Jersey para São Paulo? É uma mudança bem grande também. |
| Margaret MacDonald: É sim. Eu vim para SP em um intercâmbio profissional. Um programa de troca com o Hospital das Clínicas. O famoso HC. Fico aqui um ano. O objetivo é aprender como o sistema de saúde funciona aqui no Brasil. E também compartilhar um pouco da minha experiência. |
| Alan Araujo: Um ano inteiro? Que coragem. E como funciona o nosso sistema, na sua opinião de especialista estrangeira? |
| Margaret MacDonald: É muito interessante. De maneira muito diferente do meu país. E, ao mesmo tempo, muito parecida. Eu vejo duas realidades. As pessoas com plano de saúde têm uma experiência. As pessoas no SUS têm outra completamente diferente. É quase como trabalhar em dois países diferentes na mesma cidade. |
| Alan Araujo: É verdade. Eu tenho plano. Sempre tive, por causa do trabalho da minha família. |
| Margaret MacDonald: Eu percebi. A maioria dos moradores desse prédio tem. Vocês moram em uma área boa de São Paulo. Têm acesso rápido a hospitais particulares muito bons. |
| Alan Araujo: Isso é uma observação sociológica ou uma reclamação sobre a desigualdade brasileira? |
| Margaret MacDonald: Uma observação, apenas. Eu não estou aqui para julgar, só para aprender. Em Nova Jersey eu trabalhei em pronto-socorro por muitos anos. E lá eu via de tudo: os pacientes que tinham seguro caro e os pacientes que não tinham nada. O princípio do nosso hospital público é parecido com o SUS: se você chegar no pronto-socorro, eles atendem você. Ninguém morre na porta. Mas a espera... |
| Alan Araujo: A espera é a diferença. A grande diferença. |
| Margaret MacDonald: Sim. A espera é muito da diferença, sim. O tempo que você fica na sala com dor. E o encaminhamento também. O que acontece depois do pronto-socorro? Quem você consegue ver depois? No sistema particular, você tem o especialista no dia seguinte. No sistema público... pode demorar meses. |
| Alan Araujo: É complicado. Meu pai é de BH, de Belo Horizonte. Ele usou o SUS a vida inteira. Ele era teimoso, não queria pagar plano de jeito nenhum. E ele ficava muito irritado com a fila. Ele reclamava da cadeira dura, do calor na sala de espera. Mas no fim, ele sempre dizia que o médico que o atendeu era excelente. Um profissional de primeira linha. Ele falava: "A fila é o problema, não a medicina." |
| Margaret MacDonald: O seu pai era um homem muito inteligente. Essa distinção é importante. E é muito verdadeira. A infraestrutura é diferente. Os recursos, os equipamentos, o número de leitos. Tudo isso falta. Mas a competência das pessoas muitas vezes não é diferente. Os médicos e enfermeiros do SUS são incríveis. Eles fazem milagres com o que têm. Eu aprendo muito com eles todos os dias no hospital. |
| Alan Araujo: Fico feliz em ouvir isso. A gente critica muito o nosso país, mas tem coisas que funcionam de um jeito bonito, né? |
| Margaret MacDonald: Sim. Muito bonito. A dedicação da equipe é algo que eu vou levar para sempre comigo quando voltar para os Estados Unidos. |
| Margaret MacDonald: Pronto. Acabou o tempo da água. Deixa eu secar a sua mão devagar. Não vou esfregar. |
| Alan Araujo: Ufa. Meus dedos estavam começando a congelar. |
| Margaret MacDonald: E você não gosta mais de gelo, né? Deixa eu pegar uma gaze limpa na minha bolsa. Eu sempre ando com um kit básico de primeiros socorros. Força do hábito. |
| Alan Araujo: Você é a vizinha perfeita para se ter. |
| Margaret MacDonald: Sorte sua que eu cheguei do turno agora. Mas me conta mais. Antártica. Por que Antártica? Não é um destino de turismo normal. |
| Alan Araujo: Geologia. Fui primeiro como pesquisador de formações de gelo. Eu estudava o passado do clima no gelo profundo. Depois, eu fui como prospector. Análise de recursos minerais subglaciais. Basicamente, tentando descobrir o que tem embaixo de todo aquele gelo infinito. |
| Margaret MacDonald: Nossa. Isso parece muito solitário. Você ficava longe da civilização, sem internet, sem nada? |
| Alan Araujo: Às vezes. A gente tinha rádio, internet lenta. Mas a solidão na Antártica tem uma... qualidade diferente. Não é como ficar sozinho no seu apartamento no fim de semana. O silêncio é físico lá. Você consegue ouvi-lo. Ele entra em você. É uma paz muito profunda, mas que também assusta um pouco no começo. |
| Margaret MacDonald: Quatorze meses foi muito tempo? |
| Alan Araujo: Na hora, não. A rotina lá é muito intensa, você trabalha muito. O tempo voa. Voltando, sim. Quando eu pisei no Brasil de novo, o choque foi grande. A cidade precisou de um tempo para parar de parecer agressiva. |
| Margaret MacDonald: SP agressiva — eu entendo isso perfeitamente como estrangeira. Quando eu cheguei de Nova Jersey, o trânsito, o barulho das motos, as pessoas correndo na rua... eu fiquei tonta na primeira semana. É uma energia muito forte. |
| Alan Araujo: É exatamente isso. Mas a gente se adapta. E como vai agora? Você está se acostumando com a nossa loucura paulistana? |
| Margaret MacDonald: Estou. Estou gostando muito, na verdade. Os moradores do prédio ajudam bastante. O pessoal aqui é muito gentil. A Renata me deu um tour completo no primeiro dia. Ela me mostrou onde fica o mercado, a padaria boa, onde pegar o metrô. E o Lucas — ele é enfermeiro também, no quarto andar — me apresentou ao hospital. Ele me levou lá antes do meu primeiro dia de trabalho. |
| Alan Araujo: Que legal. A Renata é ótima, ela conhece todo mundo na rua. O Lucas também é gente boa. Esse prédio é como uma cidade pequena no meio de São Paulo. E hoje você está cuidando do queimado do oitavo andar. A sua lista de amigos está crescendo. |
| Margaret MacDonald: É o que eu faço. Sou enfermeira. E eu não recuso ajuda a um vizinho que usa manteiga como remédio. Eu tinha o dever moral de intervir. |
| Alan Araujo: E eu agradeço muito pela sua intervenção. Ficou ótimo. A dor quase sumiu. Olha, você me ajudou. Salvou a minha mão direita. Posso fazer algo em troca? |
| Margaret MacDonald: Imagina. Não precisa. Foi um prazer ajudar. Eu só fiz o meu trabalho. |
| Alan Araujo: Não, eu insisto. A gente tem que celebrar a sua boa ação. Eu estava fazendo — ou pelo menos tentando fazer — risoto de cogumelos antes do incidente. Os cogumelos ainda estão bons. O arroz também. Eu poderia terminar de cozinhar se você ficasse por perto para garantir que eu não queime a outra mão. O que você acha? |
| Margaret MacDonald: Um risoto de cogumelos? Eu adoro risoto. Mas você tem certeza? Você acabou de se machucar. |
| Alan Araujo: Certeza absoluta. Eu posso mexer com a mão esquerda. Vai dar tudo certo. |
| Margaret MacDonald: ...Posso observar e corrigir a técnica. Com a mão boa você consegue? |
| Alan Araujo: Fica tranquila. Já cozinhei em navio de pesquisa com o navio balançando no meio de uma tempestade no oceano. Consigo fazer um risoto em uma cozinha imóvel em São Paulo. |
| Margaret MacDonald: Ok, você me convenceu. Vou sentar aqui. Então me explica o que você está fazendo. Qual é a receita secreta da Antártica? |
| Alan Araujo: Não tem segredo. Tem técnica. Risoto começa com a paciência. Você não apressa. Você não força os ingredientes. Você liga o fogo médio, adiciona o caldo aos poucos, bem devagar, e espera que a coisa aconteça. Você precisa respeitar o tempo do arroz soltar o amido e ficar cremoso. |
| Margaret MacDonald: Nossa. Ouvindo você falar assim... Isso soa como boa medicina também. Paciência, não forçar, dar o tempo certo para a cura acontecer naturalmente. |
| Alan Araujo: É verdade. Eu não tinha pensado nisso. Mas faz todo o sentido. A cozinha e a medicina têm a mesma base: cuidado e tempo. |
| Margaret MacDonald: O cheiro está maravilhoso. O que você vai fazer depois de cozinhar? Digo, como projeto de vida. Você disse que foi uma transição de carreira. Você não vai voltar para as expedições? |
| Alan Araujo: Acho que não. Essa fase passou. Estou pensando em abrir algo pequeno aqui em São Paulo. Uma mesa de chef, sabe? Na sala de casa mesmo. Seis, oito pessoas no máximo por noite. Ingredientes específicos, um menu diferente a cada semana. A Renata e eu brincamos de montar um jantar coletivo no edifício. Para testar os pratos com os vizinhos primeiro. |
| Margaret MacDonald: Isso soa maravilhoso! Eu com certeza compraria um ingresso para esse jantar. O seu risoto parece de restaurante caro. |
| Alan Araujo: É um plano de quem passou muito tempo no frio e quer fazer calor de propósito. Eu quero ver as pessoas em volta da mesa, conversando, comendo comida quente e boa. Sentir a energia das pessoas. |
| Margaret MacDonald: Esse é um bom motivo para voltar. E um objetivo muito bonito para o futuro. |
| Alan Araujo: O alarme tocou. O risoto está pronto. E aí, você fica para comer? Tem para dois. Vai ser uma honra ter uma profissional da saúde como minha primeira cobaia oficial. |
| Margaret MacDonald: Sim. Obrigada. Eu estou com muita fome, para falar a verdade. O turno do hospital foi longo hoje. E eu prometo que não vou colocar notas no seu desempenho, só vou aproveitar a comida. |
| Alan Araujo: Excelente. E em troca da comida, me diga — para o meu futuro como cozinheiro — o que eu nunca devo colocar numa queimadura, além da famosa manteiga da minha avó. |
| Margaret MacDonald: Ah, a lista de proibições é longa! Anota aí: Manteiga, claro. Pasta de dente. Gelo direto. Álcool. Vinagre. Borra de café. Clara de ovo. E o pior de todos... Urina. |
| Alan Araujo: Urina? Espera aí. As pessoas colocam xixi em queimaduras? Você está brincando comigo. |
| Margaret MacDonald: Eu adoraria estar brincando, mas não estou. Existe o mito. Vem daquela história sobre picada de água-viva na praia. Então algumas pessoas acham que serve para qualquer tipo de queimadura. Eu já vi de tudo no pronto-socorro. Estou prevenindo você antes que aconteça uma nova tragédia culinária na sua vida. |
| Alan Araujo: Caramba. Pode deixar. Anoto isso também. Nunca fazer xixi na mão queimada. Você é uma ótima professora, Margaret. |
| Margaret MacDonald: Obrigada, Alan. Agora, vamos comer. Antes que o risoto esfrie. E, por favor, cuidado com o prato quente! |
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